terça-feira, 11 de maio de 2010

Ser Mãe

Como havia prometido, e com um pouco de atraso, hoje vou falar sobre a alegria de ser mãe. Fui mãe muito nova, sem esperar ou programar. Inexplicavelmente, naquele momento eu sonhava muito em ser mãe, inconscientemente e inconsequentemente eu queria ser mãe.Parecia que eu sentia que era chegada a minha vez. E chegou... eu descobri a minha gravidez 3 dias depois de ter casado. O pai, bem o pai não queria ser pai, mas resolvemos assumir o risco. Amei aquele bebê desde o momento que eu soube que ele estava ali dentro. Dentro de mim havia uma vida!!! Que ficaria comigo pra sempre... que sensação mais bonita... que amor mais puro... como amar alguém cujo rosto não conhecia? Como achar a coisa mais linda do mundo, alguém que não sabia nem como era.
Logo após descobrir a gravidez, os problemas começaram... Primeiro veio a infecção urinária, logo após o primeiro descolamento de placenta... Além disso, o maridão ficou desempregado, a mãe dele nos aplicou um "golpe", e eu estava no período de experiência no emprego, sabia que seria demitida.
Ai, começava a minha depressão... Minha mãe resolveu comprar um salão de cabelereiro pra mim, já que sabia que era o meu sonho. Quando soube, fiquei feliz, emocionada, e me sentindo humilhada por precisar de ajuda, logo eu que há anos vinha batalhando pela minha independencia financeira. Tive que assistir a compra e a reforma do salão deitada numa cama, pois os sangramentos não paravam. O salão que seria meu, na verdade era da minha mãe, que nunca me deu nenhum poder de decisão lá dentro.
A filha nasceu, e por uma questão de economia, fomos pra casa da minha mãe. A Dudinha chorava a madrugada toda, eu nao sabia nem trocar uma fralda!!! A minha mãe passava as madrugadas acordada comigo, e o pai...o pai? Bem, este precisava descansar, ele já estava trabalhando, e se vangloriava por ter uma filha linda, só. Se a criança chorava ou não, ele não sabia, não ouvia.
Alugamos um apto, mas durou pouco, logo papai e mamãe se separaram, e voltamos pra casa deles... Fui ficar com a minha mãe pra economizar... Nessa época a duda ainda era muito bebê. Eu a amava, muito, mas não era tão interessante...
Ela foi crescendo, me mudei de novo, logo após me separei... E ela estava cada dia mais linda, mais falante, mais carinhosa... Passei maus bocados com ela quando me separei, e a gente pensa que eles não entendem...
Agora, somos só eu e ela. Ela me completa, e eu a completo. Mesmo com 3 aninhos, somos amigas, cumplices. Trocamos olhares e sorrisos, sinto prazer em conversar com ela, adoro quando ela me conta sobre a sua escola, sobre seus amigos. Durante muito tempo, ela me bastou.
Amo minha filha mais do que qualquer outra coisa no mundo, daria minha vida por ela, mudei a minha vida pra cuidar dela, e é um sentimento de posse, que eu sei que vai acabar um dia, mas ela é tão minha... Descobri há pouco, que posso ser boa mãe, como sei que sou, e tento ser cada dia melhor, mas que não posso deixar a minha vida de lado, nao posso me anular por ela, pelo contrário, eu tenho que estar bem, pra poder faze-la mais feliz.
Mas, afinal, o que é ser mãe? Pra mim, é ter o coração fora do corpo, é tirar forças de onde não se tem, é amar sem medir consequências.
E como ser boa mãe? Não sei! Não há fórmulas ou manuais pra isso. Ainda mais quando se é mãe solteira, saber educar, brigar, e brincar, mimar e amar. Difícil achar o equilíbrio. Todas as decisões,dependem só de mim, se der certo o mérito é meu, e se der errado a culpa é minha. E quando não se sabe o que fazer? Deixe o sentido materno te guiar, reze. O espírito materno, não falha; quando erramos, sabemos que foi tentando acertar. Existe coisa mais louca e inexplicável neste mundo???
beijinhos

8 comentários:

Heloísa disse...

Paula,
Que post bonito. E que foto linda.
Espero que você sempre tenha muitas alegrias com sua filhinha.
Beijo.

Paula Betzold disse...

Heloísa que emoção! O primeiro comentário no meu blog!!!! Eba!!! Obrigada, viu?! Essa foto é linda mesmo, acho que foi o momento mais emocionante da minha vida. Tava meio grog por causa da anestesia, só lembro de contar os dedinhos e ver o rostinho dela, e ela colocando a mãozinha na minha boca!!! lindo demais! beijinhos

Chica disse...

Adorei esse teu depoimento. E ser mãe é pra sempre mesmo.Casais brigam,separam,voltam, mudanças, tudo o mais, mas a relação é a mesma e o amor só cresce!um beijo,tudo de bom,chica

Chica disse...

Não abriste SEGUIDORES, então levei teu link pro cronicasdachica...beijos,chica

PSICO? LÓGICO! disse...

Olá Paula!!!

Vim retribuir a visita!!! E já sou sua seguidora viu? Nossa a primeira!! Fico feliz por você ter começado a vida de blogueira e de ter um espaço tão bonito...

Do mesmo jeito que tem no seu blog tem no meu. Onde tem seguir vc clica e automaticamente ele vai te guiar nos passos.

Um enorme abraço e seja bem vinda a este mundo paralelo.

Paula Betzold disse...

Chica, ainda sou uma negação nisso, como eu faço isso de abrir seguidores?
Adriana, obrigada!!! Acontece que não aparece pra mim no seu blog aquelas opções de cima, onde tem o "seguir", vou tentar mais uma vez, pra ve se dá!!!
Gente! Obrigada pelas visitas e comentários, agora mesmo que eu empolgo de vez!!! beijinhos

Marcela disse...

Irmãzinha!

Tá tudo lindo! E eu tô emocionada e com vontade de chorar e lembrando de todas essas coisas ao mesmo tempo! E, gente, a Duda é a coisa mais maravilhosa do mundo! Linda, inteligentíssima, falante, e muito, muito engraçadaaaaaaaaaaa!

Beijos!

Paula Betzold disse...

Marcelinha, já faz tempo, mas as lembranças estão vivas na minha mente, como um filme que passou!
Quanto aos elogios a Dudinha, elogio de tia coruja não vale!!!rs, e como vc é coruja, né?! beijos!