segunda-feira, 12 de julho de 2010

pensamentos soltos... traduzidos em palavras

Oi oi oi! Tentei voltar antes mas nao deu! Fds pesado com a Duda gripada... acho que os remédios deixam ela meio de mal humor. Ela anda agitada, malcriadissima, respondona, me desafiando. E eu ando sem nenhuma paciência. Junta a fome e a vontade de comer, e vivemos brigando. Ontem parei pra pensar nisso... nao quero ficar com uma relação doentia com ela que nem tenho com a minha mãe, tento fazer tudo diferente do que sempre tive, mas as vezes acho que tô criando um monstrinho.

É pq tudo eu converso com ela, explico, pergunto... nada eu imponho, ai quando imponho, ela nem toma conhecimento. E ela aprendeu a tomar suas próprias decisões, a querer as coisas do jeito dela, e nem sempre é facil de convencer do contrário. Ela mesma escolhe suas roupas, diz o que gosta e oq ue não gosta, e eu que me adapte. Todo dia é a mesma briga de manhã... ela quer ver filme antes de ir pra escola, e eu só libero depois que ela se arrumar... ai viro feia, boba... ai ela estala se arruma em 5 minutos e pronto... felizes para sempre. Pq não faz isso desde o inicio? Precisa brigar, falar, se chatear. Ai ela me quebra, linda e sorridente! Afff!
Agora com o dia dos pais s aproximando, as coisas pioraram. PArece que todo o trabalho que eu tive foi arruinado!!! Ela não quer nem conversa... eu sou feia pq não sou casada com o pai dela e ponto. Ele é feio pq nao mora aqui. Agora não posso casar de novo, pq já casei... e sou feia por isso também. E ainda tem mais alguma coisa pra ela reclamar comigo... é pq ela quer uma irmã, já até escolheu o nome... e como já falei que só se eu casar de novo um dia... eu sou feia!
Gostaria muito que ela soubesse que não estou casada por pura falta de opção no mercado e que essa situação me incomoda horrores! Parece que eles advinham nossos sentimentos, e toma-lhe, pisam na ferida! Pior é que mãe não tem direito a se sentir triste ou mal com nenhuma situação da vida... a gente tem que estar sempre bem pros filhos.

Enfim... sábado teve reunião de pais na escola, de uns tempos pra cá, acabei fazendo amizade com umas mães da escola da Duda, tem sido ótimo. Tenho visto que todo mundo tem problemas, que todos fazem malcriação igual, e principalmente tenho descoberto novas amigas. CAda dia uma ajuda a outra, a gente troca idéia, ri, fala de filho, marido, da escola, de comida. Tenho me achado mais normal depois disso. Até dos meus rolos eu conto, e ainda recebo o maior apoio... achei que as pessoas teriam preconceito comigo, e nada! Elas me dão a maior força!!!
Ai, na reunião falaram sobre o construtivismo, parece que deu uma reportagem na Veja, deixando muitos pais apavorados, principalmente pra transição depois pra uma escola grande. Eu nem tava sabendo, mas também nunca tive apavorada, por que aqui, todos querem uma escola super tradicional, mas eu não sou a favor desse colégio, não por que não queira o melhor pra duda... Mas é que é perfil. Se um dia julgar que ela tem, serei a primeira a colocar. Lá é muito massificante, sem uma atividade extra, sem uma feira de ciências, sem feiras culturais... e acho que isso faz falta. Existem colégios muito bons por aqui, que tem isso tudo. Por hora essa outra escola está fora de cogitação. Mas, valeu pelo esclarecimento sobre as bases do construtivismo
, o fato de deixar a criança pensar e se desenvolver. Acho importante isso, eles lá ensinam a criança a raciocinar, e a chegar as suas próprias conclusões. Não ficam em cima de livros, nem de atividades massantes. Em breve, depois que eu ler a reportagem, e ler mais sobre os debates que ela causou, quero discutir esse assunto aqui mais a fundo.

O que me emocionou no final da reunião (a hora que começam os elogios pra escola, uma rasgaçao de seda insuportável geralmente) foi o depoimento de um pai, de um aluno especial. Ele foi o primeiro da escola. E aquele pai era muito grato a escola. Todos somos. Mas ele se colocava numa posição diferente. Ele tinha descoberto que seu filho era especial no nascimento da criança, eles não esperavam, e o amor deles não mudou. Ele demosntrou o medo, medo de perder, medo de nao conseguir, medo de não saber... e a vitória dele, em ver o filho andar, correr e até fazer malcriação. E eu reclamando das da minha Duda... tsc tsc. O valor que ele dava praquele menino, pra cada coisinha mínima que ele fazia, me tocou. Por que pra nós, algumas coisas passam batidas. E olha que eu acompanho tudo da Maria Eduarda, hein!? Pra mim, foi lindo ve-la batendo palmas, mas eu sabia que ela ia fazer isso, eles não tinham certeza se o filho faria, e ai, esse pequeno gesto, foi uma vitória.


Fico pensando... as vezes brigo tanto pra Duda pentear os cabelos, pq quero ela linda, ou pra eu me exibir, ou pra inconscientemente ensina-la a se exibir. E tudo isso é tão pequeno diante do mundo, né?! Amar aos filhos, amar ao próximo pela sua essencia, pelo que ele tem por dentro... As vezes nos preocupamos demais com coisas sem importancia, que pra nós se tornam grandes...e são tão pequenas. As vezes pensamos que temos problemas, que as coisas são ruins... mas não olhamos realmente pro lado, senão não falariamos isso... agradeceriamos mais e reclamariamos menos.
Outra coisa que este pai citou, foi de um texto, infelizmente não o encontrei, se alguém conhecer, me mande.O texto era de alguém que se preparava pra viajar pra França, estudava sobre o local, e etc, e na hora o avião por engano ia pra Holanda. E a pessoa tinha que ficar ali... descobrir as coisas boas dali. Quantas vezes na vida, as coisas saem diferentes do que planejamos, ou do que queremos? Aquele pai, falava isso, pois esperava uma criança 'normal" e teve um filho especial, e aprendeu a ama-lo, a dar os cuidados que ele precisa e é feliz assim. E quando as coisas não são como planejamos? A gente geralmente não reage bem... todos somos assim, infelizmente, somos seres humanos, se vc é assim, vc é normal!!!!

O grande lance, é saber lidar com isso e tirar proveito das situações. A gente traça perfis, metas, faz planos e as vezes, eles não se concretizam... ai ou vc é feliz pelo que tem, ou infeliz pelo que não tem. Olha, tudo isso é suepr fácil de escrever. Na prática a teoria é outra. Não me lembro de ter lidado bem com nenhuma das mudanças de planos que aconteceram na minha vida não. Fui extremamente mimada, não sei perder, sou controladora... odeio que mexam no meu queijo (pra quem já leu "Quem mexeu no meu queijo?"). Só que depois de uns dias de introspecção, percebi que o mundo não vai mudar, o tempo não vai voltar,e a vida não pára. Então ou eu sou feliz assim, e aceito o presente, tiro as coisas boas que ele me dá e planto outros frutos pro amanhã. Ou me lamento e não faço nada, e ai a tendencia é só pioroar.

É dificil pra caramba colocar isso em prática. Tenho vontade muitas e muitas vezes de jogar a toalha, de me enfiar debaixo das cobertas e acordar daqui a 6 meses. Ai me motivo... Duda precisa de mim, ai vem as malcriações... e vivo nesse dilema. Acontece que sei que tenho que fazer alguma coisa, e muitas vezes não sei nem o que, nem como fazer. Mas o barco precisa andar... não pode afundar!!! Viver é um grande aprendizado, cabe a nós tentarmos viver da melhor forma possível!

Bem gente, se alguém achou que eu tava sumida, voltei! Quase matei vcs de tanto ler! E ainda viajei, né?! Tem mais viagens por vir... rs!!!

12 comentários:

Driks Barreto disse...

Oie!!!!Já ta participando do meu sorteio de um ano???Se não está corre amanhã de manhã sai o resultado.Bjão.
www.badulaquesdadriks.blogspot.com
www.momentosdadriks.blogspot.com

Tati Pastorello disse...

Eu aaaaamoooo esta música!! Nossa! Como cantava isso na época da faculdade... Ah, que tempo bom!!
Mas foi bem depois disso que encontrei este amor de que fala o J. Quest.
Beijos.

Tati Pastorello disse...

Oi Paula, quando vi só estas duas frases achei que estava citando a música do J. Quest. Segue o link: http://letras.terra.com.br/jota-quest/46693/
Acho que todos os pais passam pelos mesmos dilemas. Imagino que no seu caso fique um pouco mais difícil. Eu tento dividir com o Vi todas essas angústias e também as coisas boas. Muitas vezes sou rígida, dura demais com o Bê. Em geral por que quero educá-lo, algumas vezes me dou conta que fui por ser, por que estava irritada, sei lá. Então, de noite, depois que ele dorme eu paro para pensar e reavaliar algumas condutas. Incrível como repetimos aquelas coisas que detestamos de nossos pais!
Ouça a música, apesar de ter sido escrita para um amor romântico ela se encaixa em muito do que você diz em seu texto. Deste amor que não espera nada, que só é!
Nossa, já estou num testamento (para variar), mas é que você falou tantas coisas interessantes...
Só queria dizer mais uma coisa. Eu não deixo o Bê achar que sou uma super-mulher não. Claro que não vou dramatizar, mas ele sabe que fico cansada, que fico triste, ele já me viu chorando algumas vezes. Eu digo que não vamos sair ou comprar algo por que estamos sem dinheiro... Ele participa da realidade da casa. Acho que fica mais fácil criar empatia assim, mas é meu jeito de ver, hein!
Beijos.

Ives disse...

Oi. Achei seu blog interessante! abraços

Chica disse...

Todos nós fizemos isso com nossas mães e nosos filhos repetem,..Existem fases e ninguém pode pulá-las. Vai passar...beijos,lindo dia,chica

Luci Cardinelli disse...

Nossa, quanta informação, e ótimas, para pensar... Viver é aprender sim e ser mãe então... Muito bom vc fazer amizade com outras mães, isso ajuda mesmo, pois todas passam o mesmo,e trocar experiências é ótimo!
Crianças especiais nos ensinam muito. Uma amiga teve e era a mais carinhosa e amiga de toda a fam´lia.

Melhoras prá Duda e que fiqu emenos malcriada hehehe

Postei as imagens de chá.

beijosss

Juliana Nascimento disse...

É Paulinha, parece que todos dos dias Deus dá um tapa de luva (de boxe) na gente e mesmo assim não aprendemos, né?rsrs...
Mas somos humanos e parece que temos a insatisfação como essencia básica.

Não sou mãe, mas como as meninas já disseram nos outros comentários, acho a Duda esta passando por essa fase, mas logo logo passa. Mas pela pouca experiência que tenho, acho sim que vc deve deixar bem claro os limites, por que nessa idade que eles são impostos, depois que a criança perde o "respeito" com o adulto, não tem volta.

Sua filha é linda e tudo vai terminar bem...
Bjão Linda!

Juliana Nascimento disse...

É Paulinha, parece que todos dos dias Deus dá um tapa de luva (de boxe) na gente e mesmo assim não aprendemos, né?rsrs...
Mas somos humanos e parece que temos a insatisfação como essencia básica.

Não sou mãe, mas como as meninas já disseram nos outros comentários, acho a Duda esta passando por essa fase, mas logo logo passa. Mas pela pouca experiência que tenho, acho sim que vc deve deixar bem claro os limites, por que nessa idade que eles são impostos, depois que a criança perde o "respeito" com o adulto, não tem volta.

Sua filha é linda e tudo vai terminar bem...
Bjão Linda!

Bordados e Retalhos disse...

Paula, seique ser mãe é muito difícil. Considerando principalmente que os filhos não trazem o manual de instrução quando chegam. Se os meus filhos fossem pequenos hoje eu não abriria mão de uma ajuda profissional de uma psicóloga ou psicólogo. Cometi erros que me pareceram bobos e que hoje fazem diferença. Mas é isso os filhos são também muito diferentes. Acho que a rebeldia da Duda é normal pra idade e agora ela está se dando conta que os pais não moram juntos e isso faz diferença na cabecinha dela. Sorte e força pra vc amiga. Vou tentar enviar a prenda se não chegar pra festa junina, chega para o natal (snif, snif que pena!)

Jeanne disse...

Tem o livro A vida do bebê do Dr. lamare, é antigo mas atual segundo pediatras. Criei meus filhos lendo Lamare e hoje uso para a evangelização infantil. Ele dá boas e práticas dicas.
Ser mãe e pai não é fácil, também fui uma e sei bem. Mas no final tudo dá certo quando tem amor.
Beijos :)

Myriam disse...

Eita Paulinha ! Eu tb tenho uma filha, só que ela já tem 18 anos!(rsrs) e o mais velho tem 21! Mas, mesmo assim já passei por uma fase assim, mas eu consegui dobrar minha pequena, então minha relação com ela foi diferente. Não dá pra comparar, nossas vidas são bem diferentes, só citei porque sei que o relacionamento entre mãe e filha é de um amor intenso e uma certa competição, isso é normal! rsrs Mas encare tudo isso como uma vivencia de aprendizado, sempre lembrando a Dudinha que VOCÊ É MAE DELA E NÃO AMIGUINHA. Isso a pediatra das crianças sempre disse. bem minha querida, não quero passar conselhos, cada mãe tem jeitos diferentes de lidar com as coisas! Beijo grande !!!

Simone Scharamm disse...

Oi, Paulinha,
Relação mãe e filha não é fácil, não! Eu sei bem disso, já que tenho duas...o que eu posso te dizer é que você "precisa" aproveitar esses momentos em que a Dudinha ainda é pequena, porque eles passam tão rápido...mês que vem a minha filha mais velha faz 20 anos!!!Ai, meu Deus!Rs... a pequena, que era o meu bebê, no final do ano já completa 7 anos...ai que saudade até das pequenas birras e malcriações...Que tal "combater" essas birras da Duda com uma dose extra de amor? Não deixe que ela perceba que está te afetando...beije, abrace mais, diga que a ama o tempo todo! A atitude dela vai mudar, você vai ver! Eu sei que é fácil falar, porque eu estou de fora, mas já passei por isso e talvez possa ajudar.
Grande beijo!