terça-feira, 17 de agosto de 2010

silêncio!


Outro dia, a maravilhosa Tati Pastorello, do perguntas em resposta, falou aqui sobre o silêncio. Os posts da Tati, são sempre maravilhosos, sem excessão. Quem nunca visitou o blog dela, eu recomendo.
Voltando ao silêncio, após ler o post da Tati, fiquei morta de vontade de falar sobre o silêncio também. Mas, acabei deixando pra lá. Uns dias depois estava no curso, aula de direito administrativo (a-do-ro!!!) e estavamos discutindo se o silêncio poderia causar um ato administrativo, por causa das definições de ato da Di Pietro versus outros autores. Enfim, deixa pra lá que isso é papo de advogada frustrada (um dia eu chego lá!). Ai me deu mais e mais vontade de falar sobre o silêncio.
Finalmente aqui estou! rsrrs. Eu sempre odiei o silêncio, deve ser por isso que eu falo tanto. Eu falo muito mesmo, não é brincadeira, inclusive fico irritada quando falam mais que eu. Fico mais irritada ainda se me interrompem, e muito mais irritada se não me deixam falar. Mas, como diria Renato Russo (ando inspirada nas músicas, né!?) "fala demais por não ter nada a dizer".
Com o passar do tempo fui tendo um pouco mais de conteúdo nas minhas falações, e quanto mais conteúdo fui tendo na minha cabeça, mais aprendi a falar menos. Não que hoje eu fale pouco, falta muito ainda pra eu conseguir isso. Mas, aprendi a falar menos, e principalmente, pra coisas sérias, só falar o que for relevante.
Sabem que ha pouco tempo atras eu era uma pessoa extremamente fofoqueira? daquele tipo ouve aqui e conta ali? É... pois é... todo mundo tem salvação! Hoje não sou mais assim, mas detesto guardar presentes, se eu comprar um presente antecipado, eu tenho que contar e dar antes da data. Mas, desde janeiro tenho a casa da Barbie guardada pra dar pra Duda no niver dela, incrivel, né?!
Ha pouco tempo, também era viciada num telefone. Já tive contas de 600 reais, acreditam? E não, não usava o telefone pra trabalho, era só pra fofoca meeeeeesmo. Hoje em dia nao ligo muito pra telefone mais, embora eu não dispense o msn, que no fim da no mesmo, mas é de graça pelo menos. Engraçado que as vezes eu me sinto como se qto mais eu falo, mais vazia fico. A menos que fale coisas com um pouco de conteúdo, claro.

Mas, hoje curto um silencio, curto ficar sozinha, quietinha, as vezes lendo ou escrevendo, as vezes só pensando mesmo. Não dura muito, mas é melhor do que nada.
Esse fato de precisar sempre estar falando com alguem, ouvindo alguem ou alguma coisa é pura carencia, pelo menos era no meu caso. Era coisa de não estar bem comigo mesma. Ou também medo da solidão, medo de ver quem eu era, medo de encarar os fatos.
Hoje já lidou melhor com isso. Sim! Ainda tenho medo da solidão, embora sozinha eu não fique mais, hoje tenho a minha Duda, que por enquanto, é só minha, mas tenho medo de ficar "encalhada" pra sempre. O que não é nenhuma novidade por aqui, é?! Mas, hoje não tenho mais medo de mim. Hoje curto me descobrir e me conhecer, a cada dia que passa, modéstia parte, acho um bom ser humano dentro de mim. E com isso aprendo a me controlar, a me dominar, com isso tenho tentado me tornar uma pessoa melhor.
Tá certo que orações, rezas e noções sobre espiritualidade também tem me ajudado. Quando penso estar desviando do caminho certo, busco a Deus, num momento de silêncio, e consigo aos poucos voltar pro que é certo.(ou para o que acredito ser).
Tenho extrema necessidade de falar o que sinto e o que penso. Mas as vezes falo sem pensar, ou melhor, sem pensar se o que estou falando é realmente necessario de dizer. As vezes acabo me expondo demais, e as vezes acabo magoando as pessoas, mas também já to melhorando isso. Tem uma coisa que diz que se não é pra falar bem melhor se calar, to tentando aplicar isso na minha vida. E tem outra frase que gostei "Só entende o valor do silêncio quem tem necessidade de calar pra não ferir alguém". Legal, né?!

Outro fato sobre o silêncio é a Duda. Vocês não tem noção da quantidade de palavras que ela fala por minuto. Cara! Ela fala muuuuuuito. Mas, assim, muito e sem parar pra respirar. Tem dias que ela fala tanto que me deixa tonta. As vezes chego com ela da escola e preciso parar um pouco, por que até eu acabo ficando agitada. Ai tava reclamando disso outro dia com a minha sábia vozinha. Eis que ela me diz " não reclama! Já pensou se ela fosse muda?!" De repente um silêncio tomou conta de mim, e um arrependimento tomou conta do meu coração. É... deixe ela falar! Afinal ela é criança e tudo que ela fala, faz, ou sente são importantes pra mim.

Enfim, mais um devaneio aqui... mais pensamentos soltos... beijos até breve!

5 comentários:

Tati Pastorello disse...

Paula querida, adorei suas reflexões. Deixa a Duda falar, hehehe
E vamos silenciando conforme vamos crescendo.
Não guarde sua postagem da música para depois não. Acho tão legal quando as postagens se encaixam e complementam... Adoro quando acontece. É normal, existe uma sintonia fina, não visível, que nos cerca.
Você está crescendo, cada vez mais a mulher aparece sobre a menina, só não deixe que a sufoque. A menina que somos é nossa parte mais doce...
Beijos.

Tati Pastorello disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Chica disse...

Muito legal te ler e ver sobre teus barulhos e silêncios...Precisamos do silêncio, nossa mente deve ter momentos de aquietar-se até pra nos encontrarmos. um beijo,tudo de bom,chca

Bordados e Retalhos disse...

Paula, o mais legal do seu post é a sua franqueza e como vc reconhece esse seu "melhorar". Acho que vc está amadurecendo e isso é lindo e natural. Querida sei que a Duda deve viver um pouquinho do que vivi. A diferença é que acho que o pai dela se preocupa mais com ela do que o meu se preocupava comigo. Mas, acho que o que escrevi deve te ajudar a nunca denegrir a imagem dele perante a filha. Sabe, isso foi que mais me entristeceu na vida. O fato de ouvir todo dia que meu pai não ma amava fez de mim uma criança triste e uma adolescente acanhada e solitária com auto estima zero. Afinal não tive o pai para dizer que eu era linda e que me amava. Então acho que a mãe é qua ajuda a gente a administrar essa perda. Mas entendo a minha mãe, afinal ela também perdeu o grande amor de sua vida. Bjs

fernando marinheiro ferreira disse...

Aprender a escutar o silêncio é tudo de bom!